A clínica espanhola AM Psicología explica como tratar as disfunções sexuais usando brinquedos eróticos

Sara Martínez 22/01/2021

Diferentes estudos demonstraram que o sexo frequente e de qualidade está mais ligado à felicidade do que o dinheiro. Uma vida sexual satisfatória implica não só maior bem-estar físico e emocional com o seu parceiro, mas também maior auto-estima e melhor humor. Mas será que o bom sexo nos torna mais felizes ou será que ser felizes nos ajuda a ter melhor sexo? Segundo a psicóloga e sexóloga Ainhoa Martínez Arroyo, as disfunções sexuais relacionadas com problemas de ansiedade "não são algo que seja comentado, mas são muito frequentes e a procura de consultas é elevada”. A maioria dos pacientes que procuram ajuda na AM Psicologia são jovens entre os 20 e 30 anos, casais heterossexuais que estão a passar por uma mudança nas suas vidas, que têm problemas no trabalho ou que vêm de relações breves e têm expectativas que não estão em conformidade com a realidade que encontram. A ansiedade é então projectada em problemas de erecção, desejo, ejaculação prematura ou falta de lubrificação. Existe uma solução? Sem dúvida. A sexóloga Ainhoa Martínez explica as fases de uma terapia muito estruturada e com grandes níveis de sucesso.

"Primeiro trabalhomos na reeducação e reaproximação com os sentidos. Nesta fase inicial, as massagens eróticas e o toque entram em jogo, "não com um objectivo de excitação mas para que se aprenda a desfrutar do momento sem pressas, recomendo o uso de lubrificantes e óleos". A profissional oferece ao casal as orientações e ferramentas necessárias para que se possam concentrar nas carícias, nas sensações que cada parte do corpo lhes confere. Quando a terapia progride, o segundo passo é a masturbação, "em princípio separadamente, para que a ansiedade não apareça antes da relação sexual". Nesta segunda fase, recomenda a utilização de vaginas enlatadas para os homens, e nas mulheres, "dependendo se já se masturbaram antes ou não, devemos começar pela auto-exploração e depois passar, de acordo com as suas necessidades, à utilização de brinquedos como vibradores ou sugadores de clitóris".

A terceira etapa corresponde à erotização sexual em casal, os brinquedos são postos de lado e o toque é utilizado trabalhando também a comunicação sexual e a visualização de fantasias eróticas. Tocar-se apenas pelo prazer de o fazer. "Nesta fase, a reeducação do pensamento já deu normalmente os seus frutos e o nível de ansiedade costuma ser mais baixo”. A erotização orgásmica é o passo seguinte. "O coito não é recomendado, mas atingir o orgasmo sem penetração, que é o comportamento nos homens que gera mais problemas". A sexóloga Ainhoa Martínez explica que "embora haja uma tendência para pensar que é necessário acabar com as relações sexuais, na realidade não é, existem muitas outras formas de sexualidade". Tendo superado as fases anteriores e tendo alcançado uma boa erotização, o coito é, para aqueles que o desejarem, o exame final da terapia.

Recorrer a profissionais e não ter medo de pedir ajuda é a chave para ultrapassar as armadilhas que podem minar a sua vida sexual, tanto a sós como em casal. A maioria das disfunções tem uma origem psicológica (se for biológica, requerem outro tipo de ajuda) e, como aponta a sexóloga Ainhoa Martinez "de cinco consultas, quatro terminam em sucesso". Uma boa estatística para não deixar os problemas arruinar o prazer da felicidade que traz um bom orgasmo.

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